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domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Perdidos no Espaço
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| http://www.youtube.com/watch?v=Dkn1vhCFspI |
Enquanto outros acontecimentos em escala nacional e internacional urgem a atenção dos jornalistas cariocas, a tragédia serrana já cai rapidamente no esquecimento. No entanto chamo atenção para um vídeo postado no YouTube que oferece uma idéia da gravidade ambiental. Este foi produzido pelos especialistas em modelagem numérica de terreno (DEM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com imgaens cedidas pela United States Geological Survey (USGS). O resultado é um modelo que confere perspectiva 3D e possibilita um “vôo virtual” sobre a região afetada. O modelo foi elaborado com auxílio do DEM disponível no Google Earth e a primeira imagem sem a interferência de nuvens após o desastre, obtida no dia 20 de janeiro pelo satélite de alta resolução GeoEye'.
Embora a disponibilização do vídeo já é um grande avanço no sentido de subsidiar a Defesa Civil do Rio de Janeiro, a trabalhar melhor nesta situação de emergência, aparentemente apenas um lote de imagens de média resolução foi entregue uma semana depois ao desastre. As imagens de alta resolução, que devem orientar o trabalho de campo da Defesa Civil, foram entregues na quarta-feira (2/2). De maneira geral, o grande público e pesquisadores que poderiam estar já começando seus trabalhos de análises espaciais, continuam 'perdidos no espaço', com apenas imagens de baixo poder analítico para downloadcomo indicado em post anteiror.
Não seria urgente a disponibilização de mais imagens de melhor qualidade? Existem ONG's que trabalham com geoprocessamento que poderiam dar uma mãozinha?
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
As chuvas e o Imposto Territorial Rural
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| Fazendas erodidas pagam menos ITR - Foto Paulo Estevão, Vale do Cuiabá, RJ - 2011. |
Como as imagens dos posts anteriores deste blog bem ilustraram, os temporais de janeiro 2011 alteraram significativamente o ‘uso do solo’ na região serrana do RJ. Em alguns casos, o ‘solo’ simplesmente foi embora, morro abaixo, na forma de lama e deslizamentos! O que restou foram crateras, voçorocas, sub-solo exposto, urgentemente pedindo para ser recuperado antes de mais chuvas!
Entre os atores-chaves afetados nesta estória catastrófica estão os proprietários rurais, que devem declarar anualmente seu Imposto Territorial Rural o ITR. Geralmente deveriam contar com o apoio de Engenheiros Agrônomos, Engenheiros Florestais, Topógrafos ou profissionais da Assistencia Técnica Rural mais próxima. Na maioria dos casos, para esta declaração, contam mesmo é com a estimativa do olhômetro, ou a experiência do capataz residente responsável. Assim, a estimativa das áreas de superfície usadas como como pastagens, relorestamentos, Área de Preservação Permanente (APP) ou Reserva Florestal é informação essencial para pagar o menos possível ao fisco. Afinal, a Receita Federal em seu Manual de Declaração (baixe o programa aqui) mesmo nos informa corretamente que há uma série de situações de uso do solo na propriedade rural para as quais nenhum imposto é pago por serem áreas ‘improdutivas’ no sentido de produção agropecuária.
Atualmente, todas as propriedade rurais atingidas pelas chuvas na região serrana e que sofreram alterações significativas em seu uso do solo, devem rever sua declaração de 2010 e a nova para 2011 pois certamente estarão com áreas que merecerão a isenção prevista.
Para uma análise bem baseada, nada como uma imagem de satélite IKONOS que tem a resolução de 1 metro. Isto é. Cada pixel tem 0,9m x 0,9 m ! Dá até pra contar os bois no pasto! Uma imagem recente poderia ser uma boa solução. Com ela, pode-se bem distingüir as diferentes ‘usos do solo’ e se a imagem estiver inserida num Sistema de Informação Geográfica (SIG), a tarefa torna-se mais produtiva com a estimativa bastante precisa do número de hectares afetados… Estas imagens de satélite, muitas vezes são adquiridas pelas prefeituras locais para planejamento regional e certamente deveriam ser disponibilizadas ao público. Atualmente uma série de imagens recentes, de toda APA de Petrópolis deveria ser adquirida e de preferência disponibilizada de modo a facilitar os trabalhos diversos ligados à re-estruturação regional. Isto inclui os proprietários rurais, que são parceiros naturais na conservação e manejo do meio ambiente.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Cicatrizes no Espaço
Finalmente chegam as primeiras imagens satélite da região serrana vistas do espaço. Segundo o INPE, "A Defesa Civil do Rio de Janeiro está recebendo estas imagens.... e foram concluídos, o processamento e a análise de 50 imagens que permitem mostrar detalhes dos deslizamentos causados pelas chuvas de janeiro". Sem dúvida será uma boa fonte de informações para as equipes de resgate e trabalhos de campo.
As imagens estão disponíveis mas ainda de forma bastante limitada no site do INPE. Foram obtidas do satélite GeoEye, e por meio do International Charter Space and Major Disasters, um consórcio de instituições e agências espaciais para auxílio a países afetados por desastres naturais. As imagens estão disponíveis para download a partir do link: http://www.dpi.inpe.br/public/MCT_Envento_rio_Jan2011/
O ANTES -
Nesta imagem vemos nítidamente boa cobertura florestal, mas também que o relêvo é dos mais íngremes.
O DEPOIS - Aqui vemos claramente que foi MUITA água, e que esta tinha que escoar por um vale estreito, com pouca calha de rio... Há como recompor esta vegetação? Como seria feito isso? E a população que vive nesta região? É evidente que quem sobreviveu, ainda corre risco em caso de novas chuvas, pois agora, não há mais a manta de vegetação e boa parte do solo para agir como esponja reguladora da vazão de água.
As imagens estão disponíveis mas ainda de forma bastante limitada no site do INPE. Foram obtidas do satélite GeoEye, e por meio do International Charter Space and Major Disasters, um consórcio de instituições e agências espaciais para auxílio a países afetados por desastres naturais. As imagens estão disponíveis para download a partir do link: http://www.dpi.inpe.br/public/MCT_Envento_rio_Jan2011/
O ANTES -
Nesta imagem vemos nítidamente boa cobertura florestal, mas também que o relêvo é dos mais íngremes.
O DEPOIS - Aqui vemos claramente que foi MUITA água, e que esta tinha que escoar por um vale estreito, com pouca calha de rio... Há como recompor esta vegetação? Como seria feito isso? E a população que vive nesta região? É evidente que quem sobreviveu, ainda corre risco em caso de novas chuvas, pois agora, não há mais a manta de vegetação e boa parte do solo para agir como esponja reguladora da vazão de água.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Fazendas de Trutas
Embora trabalhando com mapas e Sistemas de Informações Geográficas já faz algum tempo, nunca tinha 'brincado' muito com o Google Maps... Quando comecei a mexer com este, para verificar onde estavam as truticulturas em meu entorno, RJ, SP. e MG, não pensei que ia achar tão divertido colocar outras truticulturas 'no mapa'! Contactei alguns amigos em diversas partes, diversos estados e aos poucos o 'mapa das trutas' começou a tomar forma.... Depois que a Trutas da Serrinha - cortesia Gisele Ferreira Amaral me enviou o trabalho fundamental a dissertação de Mestrado 'ANÁLISE DO SEGMENTO DE TRUTAS: ABORDAGENS DE CADEIA PRODUTIVA E TURISMO RURAL, de 2007, pude localizar todos os municípios do Brasil que tem truticulturas. E quantas são... Santa Catarina fica em primeiro lugar ! Mesmo assim, foi interessante plotar pontos nos picos das serras, no Espírito Santo e SP. Diversos colaboradores estão inscritos como colaboradores no mapa, de modo que aos poucos ficaremos com uma idéia melhor da distribuição das 'fazendas de trutas' pelo Brasil afora!. A localização exata com as coordenadas latitude e longitude, permitem ao turista ou visitante, traçar sua rota facilitando sua chegada na propriedade! Isto certamente pode ser um facilitador de negócios, além de ser uma maneira corriqueira de se dirigir a empresas hoje em dia.
Um desdobramento possível deste mapeamento é um 'sistema de alerta' precoce, (early warning system) que poderia contar com esta rede de truticultores colaborando com dados meteorológicos simples como a pluviosidade diária. Se cada um informasse uma 'central' da quantidade de chuva caída na noite anterior, um mapa local poderia dar uma idéia se o total acumulado configuraria algo com que todos deveriam se preocupar realmente. Este parâmetro ambiental, é mais fácil de medir do que a vazão do rio, por exemplo, que exige um pouco mais de investimento. Mas a simplicidade é as vezes campeã.
Um desdobramento possível deste mapeamento é um 'sistema de alerta' precoce, (early warning system) que poderia contar com esta rede de truticultores colaborando com dados meteorológicos simples como a pluviosidade diária. Se cada um informasse uma 'central' da quantidade de chuva caída na noite anterior, um mapa local poderia dar uma idéia se o total acumulado configuraria algo com que todos deveriam se preocupar realmente. Este parâmetro ambiental, é mais fácil de medir do que a vazão do rio, por exemplo, que exige um pouco mais de investimento. Mas a simplicidade é as vezes campeã.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Com muita FÉ e muita FIRMEZA
Trutas do Firmeza, em Teresópolis
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| Foto: Sylvia Firmeza |
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| Foto: Sylvia Firmeza |
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| Foto: Sylvia Firmeza |
No momento o entreposto voltou a funcionar, já que eles recebem e manipulam trutas frescas vindas de vários truticultores das serras brasileiras, porém não com toda a capacidade.
“Somos fortes, guerreiros e vamos em frente com muita FÉ e muita FIRMEZA”![]() |
| Foto: Sylvia Firmeza |
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Trutas no mapa
Alguns dias atrás, quase coloquei meu cérebro em pane, tentando que ele fizesse a sinapse entre a catástrofe das chuvas na serra do RJ e a proximidade dos manaciais daquela região... Conhecí alumas truticulturas há muto tempo atrás, e tive a oportunidade de levar alunos para conhecer um pouco de piscicultura, um pouco de limnologia, e ainda um pouco da vida dos e produtores rurais em ambientes lindos, turísticos com águas limpas vindo das serras com mais de 1000 m...
Escreví para um órgão estadual e um federal, em busca de notícias sobre os efeitos destas chuvas sobre os truticultores da região Sudeste... Onde estariam estas truticulturas? Quantas seriam? Estariam próximas aos deslizamentos? Houve perdas, prejuízos? Ainda aguardo uma resposta, mas creio que esta dificilmente virá...
Assim, resolví puxar pela memória e fazer uma sinapse através da Google Maps, aliás uma sugestão dada por outro amigo deste blog... e assim criei o mapa Trutas em 2011, colocando alguns pontos de referência. Logo caí na tentação 'googliana' de buscar informação na Internet e usar o famoso motor de busca para encontrar 'trutas' RJ, MG, SP... por exemplo. Assim, importei diversos pontos georefernciados já disponíveis! Alguns são de restaurantes na serra, outros de pousadas com truticulturas, ou próximo a truticultores. Convidei alguns amigos para contribuir com mais infos, como 'colaboradores' deste mapa em ainda em construção... Uma solução quase 'Wiki'...! Vamos ver no que dá...!
Se alguém quizer contribuir com nomes e localidades de truticulturas, agradeço. Será bom ver onde estão. Quem sabe o mapa poderá ser disponibilizado amplamente e ser útil para dinamizar o retorno do turismo 'trutícola' na região serrana!
Escreví para um órgão estadual e um federal, em busca de notícias sobre os efeitos destas chuvas sobre os truticultores da região Sudeste... Onde estariam estas truticulturas? Quantas seriam? Estariam próximas aos deslizamentos? Houve perdas, prejuízos? Ainda aguardo uma resposta, mas creio que esta dificilmente virá...
Assim, resolví puxar pela memória e fazer uma sinapse através da Google Maps, aliás uma sugestão dada por outro amigo deste blog... e assim criei o mapa Trutas em 2011, colocando alguns pontos de referência. Logo caí na tentação 'googliana' de buscar informação na Internet e usar o famoso motor de busca para encontrar 'trutas' RJ, MG, SP... por exemplo. Assim, importei diversos pontos georefernciados já disponíveis! Alguns são de restaurantes na serra, outros de pousadas com truticulturas, ou próximo a truticultores. Convidei alguns amigos para contribuir com mais infos, como 'colaboradores' deste mapa em ainda em construção... Uma solução quase 'Wiki'...! Vamos ver no que dá...!
Se alguém quizer contribuir com nomes e localidades de truticulturas, agradeço. Será bom ver onde estão. Quem sabe o mapa poderá ser disponibilizado amplamente e ser útil para dinamizar o retorno do turismo 'trutícola' na região serrana!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Novas Imagens da Serra
É verdade, a Internet é vasta e toda poderosa, com milhares de arquivos disponíveis... No entanto, apenas hoje percebí um site com imagens satélite recentes da região afetada pelas chuvas deste começo de 2011. É o site da CNN que dá a notícia de mais de 820 mortes na região serrana fornece um link com a NASA e duas imagens disponibilizadas neste site.
Outro site interessante é o da Google, pilotado pelo O Globo, que está colocando informações diversas e imagens geolocalizadas. Mas será que temos fontes 'nacionais' de imagens orbitais, aéreas e outras que sirvam para análises espaciais? Quem souber, informe!
Uma sugestão interessante dada por um amigo do blog, é de aproveitar esta oportunidade para estudar sucessões ecológicas em situações de graves alterações do meio ambiente, como a ocorrida na região serrana... um trabalho chave pra entender isso está em Rapid responses to facilitate ecological discoveries from major disturbances de David B Lindenmayer1*, Gene E Likens2, and Jerry F Franklin3 da http://www.frontiersinecology.org/.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Depois da Chuva, a Arco-Iris…
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| Arco-íris em Foz de Iguaçú |
Bom, afinal, é A truta arco-íris não é?
As chuvas que afetaram a região serrana do RJ, afetaram gravemente todo o entorno dos principais rios da região… Uma região pioneira na criação da truta arco-íris importada há mais de 60 anos atrás, e que já faz parte do roteiro turístico de regiões acima de 700m entre Rio, SP e MG. Como a prioridade é buscar vítimas humanas, poucos devem ter atentado à quantidade de trutas arco-íris espalhadas pelos leitos secos e cheios de lamas serra abaixo….
As primeiras notícias enviadas pelo colega Wilson London da APA da Serrinha, que felizmente escapou deste triste evento, são de que 5 criadores em Itamonte (MG) sofreram pesadas perdas. Um criador de Teresópolis perdeu todos os seus tanques (e consequentemente a safra nele contida…). Mais cedo, procurei informações com o Ministério da Pesca e Aqüicultura - MPA. Aparentemente ainda estão contactando os criadores e escritórios regionais para obter o ‘saldo’ desta última estranha operação de São Pedro….ou resultado de uma ‘La Niña‘ mal resolvida, ou como quer Al Gore, aquecimento global desenfreado.
A importância dos truticultores neste cenário de mudanças climáticas e os sistemas de prevenção de desastres desta natureza é mais do que evidente… Fazendas aqüícolas, produtoras de trutas, integradas com os serviços de previsão meteorológica - munidas de pluviômetros e já dispondo de bons observadores da natureza! Claro, por força de sua atividade são parceiros ideais para apoiar a população urbana e suburbana da ‘periferia’ rural, podendo avisar com antecipação sobre condições for a do normal. Seria interessante saber deles, hoje, se com o que dispunham, puderam aquilatar o tamanho do desastre que se acometeu.
Trutas gostam de águas limpas, sem sedimentos em suspensão. A chuva altera isso. Traz água turva que atrapalha sua visão, diminuindo a visibilidade necessária para localizar sua alimentação. Diminui a possibilidade de saturação de oxigênio na água, essencial para sua respiração. Exige do ptodutor manejo de comportas, regulagem de nível de água em tanques e represas para evitar transbordamentos e perdas. Os truticultores certamente como outros produtores rurais, já estão todos já cadastrados no MPA e pelos serviços de extensão agropecuária e pesca de seus respectivos estados. Certamente já constam numa base de dados com as coordenadas GPS certamente todas ao longos das cabeceiras dos rios importantes de Nova Friburgo, Teresópolis, e Petrópolis. Quanto potencial estratégico desperdiçado! Mas não basta apenas organizar estes atores importantes, estrategicamente colocados – Há que oferecer treinamento no que for adicionalmente necessário e equipar adequadamente. Sobretudo é fundamental que as agências governamentais se integrem. Integrem seus bancos de dados, seus Sistemas de Informação Geográfica, ou seja suas informações e passem a processar as informações de maneira inteligente e retornando este processamento para o cidadão de modo a proteger patrimônio e a produção.
Novo Vale do Cuiabá
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| Foto: Paulo E. G. Pereira - Construções entre o leito do Rio Cuiabá e a estrada - Jan 201 |
Paulo Estevão mora em Itaipava, não longe do epicentro do recente desastre ambiental ocorrido estes dias de janeiro se 2011 englobando de forma ainda não bem analisada, a cadeia serrana de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis. Alguns números de hoje dia 20 de janeiro:
Saldo 765 mortos, 200 desaparecidos e 14.000 pessoas sem abrigo.
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| Foto: Paulo E.G. Pereira - Alto do Vale do Cuiabá, RJ |
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| Foto: Paulo E.G. Pereira -Leito novo dentro do antigo Rio Cuiabá |
Acreditamos que com este evento, tenha acabado o mito do Patropi - abençoado por Deus e bonito por natureza... com …em fevereiro tem é lamaçal..! E todo mundo pagando IPTU !
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| Foto: Paulo E.G. Pereira - Heróis |
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
CHUVAS EM TERESÓPOLIS
As imagens acima, são de Santa Catarina. Em 2008, um fenômeno semelhante ao que presenciamos nos últimos dias na região serrana do Rio de Janeiro, ocorreu em uma região rural afetando a população e ocasionando todo tipo de perdas. Sabemos que isto acontece, e que irá acontecer de novo, e há quem diga que só não sabemos onde (?) e quando (?). Com o conhecimento que temos hoje é difícil concordar com isto. Não se trata de falta de informação, tecnologia ou investimento em infraestrutura, mas de decisão.
Estas imagens são de uma foto encontrada por bombeiros e voluntários que trabalhavam nos escombros de uma propriedade completamente destruída na região do Morro do Baú em 2008. Nela é possível perceber que aquela propriedade já havia sofrido uma inundação anteriormente. Este fato, por si só, já gera conhecimento suficiente sobre a vulnerabilidade existente naquele local. Da mesma forma não faltam relatos históricos e estudos sobre áreas vulneráveis a diversos fenômenos climáticos, mas a decisão acerca da sua ocupação existe. Então, por que as pessoas estão lá?
Para maiores informações sobre mapeamento de vulnerabilidade, acesse aqui
Em relação ao tempo, hoje é possível prever alguns fenômenos em tempo hábil para minimizar as perdas humanas. Exemplos existem e mais uma vez o que nos falta é decisão.
Na Europa: (http://www.meteoalarm.eu/ e http://floods.jrc.ec.europa.eu/flood-risk.html")
No Brasil: (Santa Catarina e Rio de Janeiro)
Esta “decisão”, que vem sendo anunciada pela mídia como responsabilidade de governo, deve ser distribuída por toda a sociedade. Se estas áreas são ocupadas por pessoas de baixa renda e baixa escolaridade, assim o são por desconhecimento ou impossibilidade financeira. Estas pessoas decidiram ocupar estas áreas para manterem-se próximas ao lugar que melhor lhes provêm sustento. E em muitos casos estas decisões são “direcionadas” por sistemas sociais, econômicos e políticos com interesse próprio. Por outro lado, se as áreas vulneráveis são ocupadas por pessoas influentes, informadas e ricas, como o caso do Vale do Cuiabá, o poder econômico é que impera. A decisão aí já é por prazer, status, descanso ou mesmo para usufruir dos bens proporcionados pelo capital. Neste caso são decisões particulares e conscientes.
As leis ditas “ambientais” não são criadas para atrapalhar o “desenvolvimento”, mas para tentar organizar um processo de apropriação da Natureza que nos permita manter o status quo incentivado pelo conceito de “qualidade de vida” capitalista. Elas são para todos, mas não são cumpridas por decisão.
Decidir por fazer obras de contenção de encostas é decidir por permanecer em áreas de risco. Decidir por não informar a população sobre os riscos de ocupar uma determinada região é decidir por condená-la. Decidir por morar em uma encosta, beira de rio ou de praia, consciente dos riscos, é assumi-los e não ter o direito de reclamar de prejuízos que venham a ocorrer. Decidir por investir grande volume de recursos em sistemas, instituições e infra-estrutura sem investir na capacidade de decisão é continuar fazendo mais do mesmo.
Mas para que as decisões dêm resultado, é preciso credibilidade. Um exemplo extremamente positivo, de baixo custo e independente de alta tecnologia ocorreu em Areal, onde o prefeito, através de um carro de som, solicitou à população que deixasse das áreas de risco (Leia mais aqui). A credibilidade depende da participação ativa da população no processo de tomada de decisão. Para isso é necessário criar uma cultura de atendimento às normas legais e aos avisos e alertas sobre tais fenômenos, que só é possível através da educação.
Com educação é possível, ainda, partilhar as responsabilidades sobre a ocupação das áreas de risco. Comunidades com baixo nível educacional que ocupam estas áreas, são responsabilidade do governo, agora pessoas instruídas, também devem ser responsabilizadas.
O Brasil hoje conta com pessoas e tecnologia de ponta para lidar com estas catástrofes, o que nos falta é decidirmos se iremos colocar isto em prática ou não.
O evento ocorrido em 2008 em Santa Catarina foi amplamente noticiado na imprensa, instantaneamente, como ocorre hoje com Teresópolis, Itaipava e Nova Friburgo. A população se mobilizou, rapidamente correntes solidárias se formaram, doações materiais e em dinheiro chegaram e parte dos prejuízos materiais foi abrandado por esta corrente. Assim é, o Brasileiro é sensível ao sofrimento alheio, e pronto a colaborar e ajudar com sua generosidade.
As chuvas de novembro de 2008 causaram inúmeras perdas ao Estado. Perdas estas de grande contingente humano que trouxeram dor e sofrimento, principalmente para os habitantes do Vale do Rio Itajaí. Foram grandes também as perdas materiais, tanto de bens privados como do patrimônio público. As regiões mais afetadas por enchentes e deslizamentos foram os municípios de Ilhota, Luiz Alves e Gaspar. Trata-se de uma área estritamente rural até certo ponto semelhante à área fluminense afetada onde se concentram muitos produtores rurais.
Diante deste quadro (2008), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri prontificou-se a auxiliar o poder público no que fosse necessário para o atendimento aos desabrigados. Assim a Epagri organizou uma força-tarefa que imediatamente se fez presente naquela região e disponibilizou corpo técnico e todo o seu potencial de geração de informações. Através do Centro de Informações Ambientais e de Hidrometeorologia – Ciram, foram mobilizados técnicos das áreas de meteorologia, hidrologia, solos e geoprocessamento, e toda a base de dados hidrometeorológicos
Este foi um belo exemplo do que poderia ser feito em todas regiões sabidamente em zonas de risco ambiental. Pergunta-se porque demora tanto para se aprender com as lições do passado e a negar a realidade. Por conta de sua geografia espetacular e tão particular, a cidade do Rio de Janeiro - bem como a região serrana, é vítima constante dos efeitos de chuvas-relâmpago as vezes torrenciais que causam enchentes, deslizamentos e tanto prejuízo material e perdas humanas.
Logo após o evento em Santa Catarina, o governo do estado criou um grupo técnico científico para avaliar o ocorrido e propor medidas preventivas e de emergência. Mas apesar disso, até hoje faltam decisões. E o mesmo pode acontecer com o Rio de Janeiro.
Aparentemente, a Defesa Civil estadual, não está preparada o suficiente para alertar os 92 municípios fluminenses e os órgãos municipais de defesa civil de modo a ativarem seus planos de contingências em tempo. Uma ‘explicação’ dada pelo governo é que a resolução dos dados meteorológicos espaciais não é suficiente, para prever com precisão as áreas onde as piores condições meteorológicas ocorrerão. Mas isso é só uma pequena parcela do que deve ser feito.
Com a falta de comunicação ágil e eficiente necessária entre os diferentes órgãos e níveis de administração e a população em cheque, uma sugestão útil a se considerar é aquela oferecida pelo prof. Ernani Nascimento que sugere que ‘alguns moradores tenham treinamento e equipamento necessário’ como pluviômetros para acompanhar a situação e soar o alerta para a população local. Além de compartilhar as decisões e responsabilidades com toda a sociedade.
Philip Scott e Luiz Vianna
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Estaca Zero
Como na topografia, este post é a estaca zero de uma caminhada, que visa cobrir um terreno ainda sendo mensurado, mal conhecido, onde falaremos sobre as possibilidades, a realidade, as dificuldades e os caminhos e soluções encontradas ao longo deste percurso. Pretende ser um local de encontro de profissionais e amigos, formadores de opinião, de gente desbravadora. O tema do blog é vasto como o Espaço!
Mas, em nossos tempos, o espaço permanece limitado, assim como a Terra e seus recursos. Mesmo a Água doce e do mar, enfim todo nosso habitat, a cada dia mais esculpido pelo Homem. O Espaço que pretendemos conhecer e dominar cada dia mais - hoje em dia num passo acelerado e apoiado nas novas tecnologias, sempre que possível deve ser feito com base no uso da inteligência para um Futuro melhor. O que podemos observar? onde? quando?
Nossos colaboradores estão convidados a compartilhar suas observações e críticas…
Mas, em nossos tempos, o espaço permanece limitado, assim como a Terra e seus recursos. Mesmo a Água doce e do mar, enfim todo nosso habitat, a cada dia mais esculpido pelo Homem. O Espaço que pretendemos conhecer e dominar cada dia mais - hoje em dia num passo acelerado e apoiado nas novas tecnologias, sempre que possível deve ser feito com base no uso da inteligência para um Futuro melhor. O que podemos observar? onde? quando?
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